terça-feira, 30 de novembro de 2010

e-Comentário Sobre o filme “O que Você Faria?(El Método)”, de Marcelo Piñero



"O que Você Faria? (El Método)", de Marcelo Piñeyro, é um filme que deixa duas perguntas no ar. Até onde uma pessoa chega para conseguir um bom emprego? E, por outro lado, até onde uma corporação pode forçar alguém a ir, para lhe dar esse emprego?
O filme pode ser um bom instrumento para trabalhar temas relacionados com recrutamento e seleção, assédio moral, respeito, valores, competição e outros.
A trama desenrolasse com sete executivos esperançosos em conseguir uma posição de administrador de alta gerência, em uma companhia em Madri (Espanha). No mesmo dia, uma reunião do G-8 movimenta as ruas da capital. O filme é uma adaptação de "The Gronholm Method", de Jordi Galceran Ferrer, onde candidatos são forçados a passar por uma estranha bateria de testes, a fim de conseguir um emprego numa firma de Madrid.

"O que Você Faria?" começa com os candidatos sendo conduzidos para um escritório high tech, onde as instruções são passadas através dos computadores instalados na sala. Nesta sala começam a ser descartados após passarem por testes psicológicos, através do assim denominado Método Gronholm, nome fictício, criado especialmente para a peça que deu origem ao filme, que, entre outros procedimentos, joga um candidato contra o outro. A princípio, eles precisam descobrir qual dos sete é o informante da empresa, que está infiltrado entre eles.
Em cada turno, um perdedor é eliminado e o vencedor será aquele que resistir até o fim. Enfim, uma espécie de reality show corporativo, onde os telespectadores somos nós.

As tarefas apresentadas ao grupo tornan-se cada vez mais intensas psicologicamente, à medida em que os candidatos se defendem atacando os outros, algumas tarefas tem um cunho de humilhação, onde o que importa somente é buscar a vaga, sem se importar com quem está concorrendo também.
Algumas cenas com os candidatos já possibilitam muitos tópicos para debate: o educado e obsequioso Henrique é eliminado numa discussão após ser praticamente obrigado a delatar um competidor. Entre os mais jovens, Carlos está disputando o cargo com sua antiga namorada Nieves. De outro lado, o machista Fernando já se aproxima da meia-idade. Após um ataque pessoal particularmente brutal, Carlos pede desculpas a uma candidata dizendo que a agressão apenas faz parte do papel que ele tinha que desempenhar na tarefa.
As atuações, de modo geral, são bastante convincentes, dando à história cores e nuances ora trágicas, ora cômicas. Entende-se que uma questão que o filme mostra é que quando se trata de um processo seletivo, todos estão atuando, e o que realmente vale é a vaga.

O filme levanta outra questão primordial no dia-a-dia das organizações no mundo de hoje: a idoneidade, a validade e, de certa forma, até a legalidade dos processos seletivos que algumas empresas vêem utilizando. E de que forma os candidatos – que se encontram, na maior parte das vezes, em situações de grande fragilidade – podem ser amparados ou protegidos quando são submetidos a determinados testes, que agridem a sua dignidade e a sua auto-estima.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

AULA 19 DE OUTUBRO – PALESTRA WBI BRASIL

Na aula do dia 19 de outubro, recebemos no período de Gestão da Comunicação o jornalista Alfeu Pozza Junior, de 26 anos. Jovem profissional, formado em 2006 na Universidade do Vale dos Sinos, Pozza é atualmente assessor de imprensa da WBI Brasil.
A WBI Brasil é uma empresa emergente no mercado da comunicação, especializada em consultoria de marketing digital. Este nicho de mercado inclui redes sociais, comércio eletrônico, marketing político na internet, search engine optimization (otimização de sites), entre outros. A empresa ainda ministra cursos de gestão e-commerce, administração Google Awards, gestão em redes sociais, etc. O tema central da palestra foi a apresentação das novas possibilidades deste novo jornalismo que vem substituir o arcaico modelo que ainda aprendemos na faculdade.
São novos mercados, profissões e possibilidades para o profissional de jornalismo e de comunicação em geral nesta nova conjuntura.
Pozza, além de apresentar atividades características de sua empresa, como a consultoria em marketing digital e a otimização de sites, mostrou aos alunos novas profissões como o web writer (profissional especializado em escrever para internet) e o SEO (otimizador de sites e portais).
Um destaque interessante dado por Pozza foi o possível fortalecimento imediato de um novo nicho de mercado em especial para o jornalista: a assessoria de imprensa digital. Esta englobaria muitos destes novos serviços do mundo virtual, substituindo o antigo modelo de assessoria, atendendo com maior eficiência aos novos padrões da economia mundial, que cada vez mais está baseada no e-commerce.

Case: Expoflora

Realizada na cidade de Holambra (SP), a Expoflora é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina. Com público estimado em 300 mil pessoas, o evento contava com 240 produtores expositores, desunidos e sem uma política de comunicação externa.

Contratada em 2003, os desafios da assessoria de imprensa Ateliê da Notícia eram identificar novas atrações, divulgar o evento em nível nacional e ensinar o público interno a se relacionar com a mídia.

A estratégia foi divulgar o evento para diversos públicos e diferentes editorias e segmentos. Foi realizada a divulgação intensa com o público local e nas grandes redações de São Paulo. O release era entregue junto com uma flor que simbolizava a exposição.

Como resultado, a exposição ganhou espaço culinário, mostra de paisagismo, divulgação e venda de ingressos antecipados, oferecimento de transporte e brindes aos jornalistas, site próprio e a participação em programas especiais de televisão.

A evolução verificada impressiona. O número crescente de aparições na mídia provou que a comunicação externa é um ótimo investimento. Em 2003, foram 110 exibições; em 2005, 537 aparições; e em 2008, 1.100 veiculações.



Case: Eu Sou da Lapa

Incorporadoras preferem construir empreendimentos em bairros residenciais. Mas a Klabin Segall escolheu um local onde não se construía há 30 anos: o bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Tanta ousadia necessitou de uma campanha abrangente para que o bairro fosse visto como uma opção de moradia.

A campanha de guerrilha foi desenvolvida a partir da mensagem “Eu sou da Lapa”. Ícones informais da cidade (artistas de rua, boêmios conhecidos e até as torcidas dos principais clubes cariocas) distribuíram guias de atrações e convidaram as pessoas a visitarem o site da campanha, que se tornou um movimento popular. Foram distribuídos guardanapos e bolachas de chope em todos os bares, bem como 40 mil guias de bolso.

O resultado: os 668 apartamentos foram vendidos em duas horas. Quatro milhões de mídia espontânea. A incorporadora Klabin Segall ficou famosa na cidade.



Case: Coca-Cola Zero

Considerada uma das ações mais ousadas da empresa nos últimos 60 anos, a Coca-Cola Zero selecionou estúdios de piercing nas grandes capitais brasileiras, patrocinou perfuração de línguas e ofertou piercings de titânio com o logotipo do produto gratuitamente. Em troca, os beneficiados autorizaram a divulgação no site da campanha de uma foto mostrando a língua. O objetivo era fazer com que as pessoas repercutissem a ação na Internet e através da propaganda boca a boca.
O resultado: 280 línguas perfuradas e 180 reações em sites de todo o planeta, o que levou a campanha de Coca-Cola Zero a ser eleita como uma das Top 30 Inovações Mais Bizarras de 2008.